Atenção: Seu coração está na batida certa?

Comemorado em 12 de novembro, Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita
tem objetivo de informar a população sobre os males da doença

Todos os anos cerca de 320 mil pessoas morrem de forma súbita e mais de 20 milhões de brasileiros são vítimas de arritmia cardíaca. Muitas nem sabem que sofrem desse mal. Pensando em alertar o público leigo sobre a doença, desde 2007, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) criou o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.

Na data, que é comemorada anualmente no dia 12 de novembro, é realizada em todo o Brasil a campanha Coração na Batida Certa, na qual acontecem atividades de cunho educativo que abordam prevenção, diagnóstico e tratamento. O Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor) promoverá live (um recurso das redes sociais que permite a transmissão de vídeos em tempo real) às 8h30 pelo Facebook e Instagram, com informações relevantes sobre o assunto. Durante a ação, os internautas poderão interagir tirando suas dúvidas.

Todas as arritmias cardíacas merecem atenção. No entanto, a SOBRAC reforça cada vez mais seus alertas para um dos tipos de arritmia cardíaca mais prevalente na prática clínica: a Fibrilação Atrial. A doença, de alta incidência na população mundial, acomete mais de 175 milhões de pessoas em todo mundo, sobretudo idosos. Ela se caracteriza pelo ritmo de batimento rápido e irregular dos átrios (câmaras superiores do coração). Estima-se que cerca de 10% das pessoas acima de 75 anos sejam portadoras.

Dra. Carla Septimio, arritmologista e eletrofisiologista do ICTCor, explica que a arritmia cardíaca é uma alteração na formação ou na condução do impulso elétrico do coração, que pode provocar alterações no batimento cardíaco. “Quando isso acontece, a frequência cardíaca sofre uma alteração, seja para mais, no caso da taquicardia, ou para menos, na bradicardia. Existem arritmias benignas e malignas, mas, ao perceber qualquer sintoma, o paciente deve procurar um médico para diagnosticá-lo e recomendar um tratamento”, explica a especialista.

Segundo a especialista, é preciso alertar sobre o risco de não tratar as arritmias, pois quando não são identificadas e tratadas corretamente, podem causar alterações sérias no coração, levar à parada cardíaca e até morte súbita. “É preciso tomar cuidado, porque a morte súbita acontece de forma rápida e instantânea. Ela ocorre quando há perda abrupta da função do músculo cardíaco e tem como sua principal causa as arritmias”, explica.

A maioria dos casos de parada cardíaca ocorre fora do ambiente hospitalar, sendo necessário atendimento rápido para que se evite a morte ou sequelas graves. Manobras imediatas de ressuscitação cardiopulmonar, podem inclusive, reverter uma morte súbita. Para ser ter uma ideia, 86% das paradas cardíacas ocorrem nos lares das vítimas e 50 % das ocorrências são assistidas por um adolescente ou criança, sem nenhum adulto por perto.

Como identificar?

Crianças, jovens, idosos, sedentários ou esportistas. Qualquer pessoa pode sofrer de arritmia cardíaca, por isso é importante ficar atento aos principais sintomas. “Tonturas, fraqueza, desmaios, confusão mental, dor no peito, pressão baixa, palpitações e cansaços repentinos em repouso são alguns sinais de arritmia. Se o paciente estiver com estes sintomas, deve procurar um médico o mais rápido possível”, sugere Dr. José Sobral.

Para prevenir este tipo de problema (e diversos outros), é recomendável sempre manter hábitos saudáveis, como uma boa alimentação, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas ou energéticas em excesso. “Exercícios físicos são muito importantes e recomendados. Porém, antes de começar, é essencial contar com auxílio médico”, garante Dra. Carla, que ressalta que a saúde do corpo não é a única que pesa. “Devemos também cuidar sempre da nossa saúde mental, reduzindo estresse ou ansiedade”, completa. Mesmo com todos estes cuidados, vale lembrar que visitas ao cardiologista são sempre bem-vindas, independente de histórico familiar ou sintomas. Saúde em primeiro lugar!

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